{"id":2835,"date":"2022-11-29T10:58:02","date_gmt":"2022-11-29T13:58:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/?p=2835"},"modified":"2022-11-29T10:58:02","modified_gmt":"2022-11-29T13:58:02","slug":"sem-constituicao-de-credito-nao-ha-crime-de-sonegacao-fiscal-decide-stf","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/2022\/11\/29\/sem-constituicao-de-credito-nao-ha-crime-de-sonegacao-fiscal-decide-stf\/","title":{"rendered":"SEM CONSTITUI\u00c7\u00c3O DE CR\u00c9DITO, N\u00c3O H\u00c1 CRIME DE SONEGA\u00c7\u00c3O FISCAL, DECIDE STF"},"content":{"rendered":"<div class=\"panel-heading\" align=\"center\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"panel-body\" align=\"justify\">\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-rounded\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/biblioteca\/2020\/outros\/gilmar_mendes_250x142.png\" \/><\/div>\n<div>O encerramento do processo administrativo fiscal, com o lan\u00e7amento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e a representa\u00e7\u00e3o para fins penais, \u00e9 um pressuposto inafast\u00e1vel da a\u00e7\u00e3o criminal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como isso n\u00e3o ocorreu no caso julgado, na ter\u00e7a-feira (22\/11) a 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal, por maioria, confirmou liminar e concedeu a ordem de Habeas Corpus para reconhecer a ilegalidade da pris\u00e3o preventiva de dois acusados de venda de ra\u00e7\u00e3o sem expedi\u00e7\u00e3o de notas fiscais, para sonegar ICMS. Os ministros tamb\u00e9m declararam a nulidade das provas decorrentes das deten\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais acusou os r\u00e9us de pertencimento a organiza\u00e7\u00e3o criminosa, lavagem de dinheiro e sonega\u00e7\u00e3o fiscal. Eles foram presos preventivamente. De acordo com o MP, os dois vendiam ra\u00e7\u00e3o sem a correta descri\u00e7\u00e3o do produto, nem informa\u00e7\u00e3o precisa sobre o real valor da opera\u00e7\u00e3o, com o prop\u00f3sito de diminuir o ICMS.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em mar\u00e7o de 2020, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, concedeu liminar para revogar a pris\u00e3o preventiva da dupla. Em novembro do mesmo ano, no julgamento do m\u00e9rito, o magistrado votou para declarar a ilegalidade da medida cautelar, uma vez que a conduta era at\u00edpica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ministro mencionou a S\u00famula Vinculante 24 do STF, a qual estabelece que &#8220;n\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, previsto no artigo 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei 8.137, de 27 de dezembro de 1990, antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Gilmar, n\u00e3o houve a constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio na esfera administrativa em nenhum dos cinco autos de infra\u00e7\u00e3o que deram origem \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es contra os dois acusados e, consequentemente, fundamentaram as ordens de pris\u00e3o preventiva deles.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Portanto, n\u00e3o ficou configurado crime, de acordo com o relator. Se n\u00e3o h\u00e1 delito anterior, tamb\u00e9m n\u00e3o se pode falar em lavagem de dinheiro, opinou Gilmar Mendes, votando para tamb\u00e9m anular todas as provas decorrentes das pris\u00f5es. O ministro Nunes Marques seguiu o entendimento do relator.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O julgamento foi interrompido em 2020 por pedido de vista do ministro Edson Fachin. Na sess\u00e3o desta ter\u00e7a, Fachin divergiu de Gilmar e votou para negar o HC. Para ele, a sonega\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 um crime formal, e n\u00e3o exige a constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio para ficar configurado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por\u00e9m, o ministro Ricardo Lewandowski seguiu o relator, fazendo prevalecer o entendimento pela concess\u00e3o do Habeas Corpus. Por sua vez, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a votou para afastar as pris\u00f5es preventivas, mas n\u00e3o declarar a nulidade das provas decorrentes delas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/constituicao-credito-nao-sonegacao.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" name=\"\">Clique aqui<\/a> para ler a liminar de Gilmar Mendes (HC 180.567).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Fonte:<\/i> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-nov-22\/constituicao-credito-nao-sonegacao-fiscal-stf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" name=\"\">Revista Consultor Jur\u00eddico<\/a>.<\/div>\n<div align=\"center\"><i><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/img\/seta_piscando.gif\" \/><\/i><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encerramento do processo administrativo fiscal, com o lan\u00e7amento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e a representa\u00e7\u00e3o para fins penais, \u00e9 um pressuposto inafast\u00e1vel da a\u00e7\u00e3o criminal. 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