{"id":2539,"date":"2021-10-25T12:22:45","date_gmt":"2021-10-25T15:22:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/?p=2539"},"modified":"2021-10-25T12:22:45","modified_gmt":"2021-10-25T15:22:45","slug":"valor-cobrado-de-vigilante-por-curso-de-formacao-obrigatorio-devera-ser-devolvido-pela-empresa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/2021\/10\/25\/valor-cobrado-de-vigilante-por-curso-de-formacao-obrigatorio-devera-ser-devolvido-pela-empresa\/","title":{"rendered":"VALOR COBRADO DE VIGILANTE POR CURSO DE FORMA\u00c7\u00c3O OBRIGAT\u00d3RIO DEVER\u00c1 SER DEVOLVIDO PELA EMPRESA"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-rounded\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/biblioteca\/2020\/tp\/vigilante botas 250x142.png\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O juiz Leonardo Passos Ferreira, titular da 38\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte, condenou uma empresa de seguran\u00e7a privada a restituir valor cobrado de empregado para curso de forma\u00e7\u00e3o no in\u00edcio do contrato de trabalho.<\/p>\n<p>O vigilante alegou que foi obrigado a participar do curso da empresa, no valor de R$ 420,00, que foi descontado na folha de pagamento com a rubrica &#8220;desconto diverso&#8221;, em seis parcelas de R$ 70,00. A defesa enfatizou a validade do procedimento, uma vez que o empregado sabia, desde a admiss\u00e3o, que havia a necessidade de realizar e arcar com os valores do curso. Segundo a empregadora, o curso foi feito pelo trabalhador por livre e espont\u00e2nea vontade, ap\u00f3s a assinatura de termo de compromisso que autorizou o desconto dos valores.<\/p>\n<p>Ao decidir o caso, o julgador constatou que, de fato, o autor assinou documento intitulado &#8220;protocolo de inten\u00e7\u00f5es e termo de compromisso&#8221;, pelo qual se comprometeu a participar do curso, arcando com as despesas decorrentes, por estar &#8220;firmemente interessado&#8221; em manter v\u00ednculo trabalhista com a r\u00e9, para a futura inser\u00e7\u00e3o em contrato mantido com a BHTrans.<\/p>\n<p>Para o magistrado, ficou evidente que a realiza\u00e7\u00e3o do curso foi imposta como condi\u00e7\u00e3o para a contrata\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, o que entendeu caracterizar transfer\u00eancia dos riscos do neg\u00f3cio ao empregado, em afronta ao disposto no artigo 2\u00ba da CLT.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do juiz, uma vez demonstrada a ilegalidade dos descontos relativos ao curso realizado, o valor cobrado deve ser restitu\u00eddo. &#8220;Entendo que a autoriza\u00e7\u00e3o de desconto no mencionado termo de compromisso n\u00e3o se enquadra nas hip\u00f3teses do art. 462 da CLT, evidenciando manobra da empresa para auferir lucro \u00e0 custa do trabalhador.&#8221;, registrou na senten\u00e7a. O recurso apresentado pela empresa n\u00e3o foi conhecido pelo TRT de Minas.<\/p>\n<p>Processo PJe: 0010508-72.2020.5.03.0138.<\/p>\n<p><em>Fonte:<\/em> <a href=\"https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\/conheca-o-trt\/comunicacao\/noticias-juridicas\/valor-cobrado-de-vigilante-por-curso-de-formacao-obrigatorio-devera-ser-devolvido-pela-empresa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRT\/MG)<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O juiz Leonardo Passos Ferreira, titular da 38\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte, condenou uma empresa de seguran\u00e7a privada a restituir valor cobrado de empregado para curso de forma\u00e7\u00e3o no in\u00edcio do contrato de trabalho. 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