{"id":2413,"date":"2021-07-07T15:38:11","date_gmt":"2021-07-07T18:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/?p=2413"},"modified":"2021-07-07T15:38:11","modified_gmt":"2021-07-07T18:38:11","slug":"patrao-que-demitiu-empregada-domestica-por-whatsapp-pagara-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/2021\/07\/07\/patrao-que-demitiu-empregada-domestica-por-whatsapp-pagara-indenizacao\/","title":{"rendered":"PATR\u00c3O QUE DEMITIU EMPREGADA DOM\u00c9STICA POR WHATSAPP PAGAR\u00c1 INDENIZA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-rounded\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/biblioteca\/2020\/tp\/whatts%20assedio%20250x142.png\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><em>Na mensagem pelo aplicativo, ele escreveu: <strong>&#8220;Bom dia, voc\u00ea est\u00e1 demitida!&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Uma empregada dom\u00e9stica de Campinas (SP) receber\u00e1 R$ 5 mil de indeniza\u00e7\u00e3o do ex-patr\u00e3o por ter sido acusada de ato il\u00edcito e demitida por meio do aplicativo de mensagens <em>WhatsApp<\/em>. Para a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o recurso do empregador, o instrumento utilizado para a dispensa justifica a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Bom dia, voc\u00ea est\u00e1 demitida!&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A empregada dom\u00e9stica ficou um ano no emprego e teve o contrato rescindido em novembro de 2016. Na mensagem comunicando a dispensa, o patr\u00e3o escreveu: &#8220;Bom dia, voc\u00ea est\u00e1 demitida. Devolva as chaves e o cart\u00e3o da minha casa. Receber\u00e1 contato em breve para assinar documentos&#8221;. Ele a teria acusado, ainda, de ter falsificado assinatura em documento de rescis\u00e3o.<\/p>\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a dom\u00e9stica insurgiu-se contra o que considerou conduta abusiva do empregador no exerc\u00edcio do poder de dire\u00e7\u00e3o e disse t\u00ea-lo acionado na Justi\u00e7a para compensar a ofensa \u00e0 sua dignidade e \u00e0 sua honra. Quanto \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o, pediu o valor de 25 vezes o \u00faltimo sal\u00e1rio recebido, num total estimado em R$ 42 mil.<\/p>\n<p><strong>Condena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi julgada pelo ju\u00edzo da 2\u00aa Vara do Trabalho de Campinas (SP), que entendeu configurada ofensa \u00e0 dignidade humana da empregada e condenou o patr\u00e3o a indeniz\u00e1-la tanto pela dispensa via <em>WhatsApp<\/em> quanto pela acusa\u00e7\u00e3o de falsificar a assinatura no documento de rescis\u00e3o. Todavia, fixou o valor em tr\u00eas sal\u00e1rios da dom\u00e9stica.<\/p>\n<p><strong>Meio de comunica\u00e7\u00e3o atual<\/strong><\/p>\n<p>No recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas\/SP), o empregador questionou se havia alguma previs\u00e3o legal que o impedisse de demitir a empregada pelo aplicativo de celular. Segundo ele, foi utilizado de &#8220;um meio de comunica\u00e7\u00e3o atual, moderno, para comunicar \u00e0 empregada que ela estava sendo dispensada&#8221;, e, se n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal sobre como deve ser comunicada a dispensa, n\u00e3o teria havido ilegalidade.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00e3o e cortesia<\/strong><\/p>\n<p>O TRT manteve a indeniza\u00e7\u00e3o, mas fundamentou sua decis\u00e3o no conte\u00fado da mensagem da dispensa, e n\u00e3o no meio utilizado. &#8220;N\u00e3o se questiona a privacidade ou a seguran\u00e7a do meio de comunica\u00e7\u00e3o utilizado, mas o modo como o empregador comunicou a cessa\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego \u00e0 trabalhadora&#8221;, registrou. Para o Tribunal Regional, na mensagem &#8220;Bom dia, voc\u00ea est\u00e1 demitida!&#8221; foram ignoradas regras de cortesia e considera\u00e7\u00e3o referentes a uma rela\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Texto e contexto<\/strong><\/p>\n<p>Para a ministra K\u00e1tia Arruda, relatora do recurso pelo qual o empregador pretendia rediscutir o caso no TST, para se concluir se a mensagem fora ofensiva seria preciso saber o contexto, e n\u00e3o apenas o texto. Sem essa an\u00e1lise, \u00e9 dif\u00edcil saber o que ocorreu para que a dispensa tivesse esse desfecho. &#8220;O contexto \u00e9 que d\u00e1 sentido ao texto. Isso porque, no \u00e2mbito das intera\u00e7\u00f5es sociais. os fatos n\u00e3o falam por si &#8211; os interlocutores \u00e9 que d\u00e3o sentido aos fatos&#8221;, observou.<\/p>\n<p>A relatora assinalou, ainda, que a utiliza\u00e7\u00e3o da linguagem escrita, &#8220;na qual a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente o que uma pessoa escreve, mas tamb\u00e9m o que a outra pessoa l\u00ea&#8221;, impedia de saber o que teria acontecido entre patr\u00e3o e empregada. &#8220;O empregador n\u00e3o questionou a veracidade dos fatos, centrando suas alega\u00e7\u00f5es na pretendida licitude da utiliza\u00e7\u00e3o do aplicativo na rela\u00e7\u00e3o de trabalho&#8221;, observou. Por essa raz\u00e3o, segundo ela, &#8220;por todos os \u00e2ngulos&#8221;, n\u00e3o h\u00e1 como afastar o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Processo: <a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=10405&amp;digitoTst=64&amp;anoTst=2017&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=15&amp;varaTst=0032&amp;submit=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AIRR-10405-64.2017.5.15.0032<\/a>.<\/p>\n<p><em>Fonte:<\/em> <a href=\"https:\/\/www.tst.jus.br\/web\/guest\/-\/patr%C3%A3o-que-demitiu-empregada-dom%C3%A9stica-por-whatsapp-pagar%C3%A1-indeniza%C3%A7%C3%A3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Not\u00edcias do TST<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na mensagem pelo aplicativo, ele escreveu: &#8220;Bom dia, voc\u00ea est\u00e1 demitida!&#8221; Uma empregada dom\u00e9stica de Campinas (SP) receber\u00e1 R$ 5 mil de indeniza\u00e7\u00e3o do ex-patr\u00e3o por ter sido acusada de ato il\u00edcito e demitida por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Para a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2413"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2413"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2413\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2414,"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2413\/revisions\/2414"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}