{"id":2235,"date":"2021-01-13T17:51:31","date_gmt":"2021-01-13T20:51:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/?p=2235"},"modified":"2021-01-13T17:51:31","modified_gmt":"2021-01-13T20:51:31","slug":"aplicacao-de-injecoes-em-farmacia-e-considerada-atividade-insalubre","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/2021\/01\/13\/aplicacao-de-injecoes-em-farmacia-e-considerada-atividade-insalubre\/","title":{"rendered":"APLICA\u00c7\u00c3O DE INJE\u00c7\u00d5ES EM FARM\u00c1CIA \u00c9 CONSIDERADA ATIVIDADE INSALUBRE"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-rounded\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/biblioteca\/2020\/tp\/injecao%20250x142.png\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><em><strong>A exposi\u00e7\u00e3o rotineira a agentes biol\u00f3gicos d\u00e1 direito ao adicional de insalubridade.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A Raia Drogasil S.A., de S\u00e3o Paulo, foi condenada pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao pagamento do adicional de insalubridade a um farmac\u00eautico que aplicava cerca de cinco inje\u00e7\u00f5es por dia numa das lojas da rede em S\u00e3o Paulo (SP). Segundo a Turma, apesar de o empregado usar luvas, n\u00e3o h\u00e1 registro de que o equipamento de prote\u00e7\u00e3o pudesse eliminar os efeitos nocivos do agente insalubre.<\/p>\n<p><strong>Farm\u00e1cia<\/strong><\/p>\n<p>A empresa havia sido condenada pelo ju\u00edzo de primeiro grau, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP) excluiu da condena\u00e7\u00e3o o pagamento do adicional.\u00a0 Para o TRT, n\u00e3o era poss\u00edvel afirmar que o farmac\u00eautico mantivesse contato habitual ou mesmo intermitente com os agentes insalubres, pois n\u00e3o trabalhava em um hospital, mas num estabelecimento comercial.<\/p>\n<p><strong>Agulhas e seringas<\/strong><\/p>\n<p>No recurso de revista ao TST, o empregado argumentou que a aplica\u00e7\u00e3o de injet\u00e1veis e o recolhimento de agulhas e seringas o expunha permanentemente a riscos biol\u00f3gicos existentes no ambiente de atendimento da farm\u00e1cia, ambiente destinado aos cuidados da sa\u00fade humana, sobretudo na sala de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Agentes biol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>A relatora, ministra Dora Maria da Costa, observou que o Anexo XIV da Norma Regulamentadora (NR) 15 do extinto Minist\u00e9rio do Trabalho (atual Secretaria Especial de Previd\u00eancia e Trabalho), que trata do risco por contato com agentes biol\u00f3gicos, prev\u00ea o pagamento do adicional de insalubridade em grau m\u00e9dio para o trabalho e opera\u00e7\u00f5es em contato permanente com pacientes ou com material infectocontagioso, realizado em &#8220;outros estabelecimentos destinados aos cuidados da sa\u00fade humana&#8221;. Ao interpretar essa norma, o TST firmou o entendimento de que ela se aplica ao empregado que habitualmente aplica inje\u00e7\u00f5es em drogarias. Apesar de o TRT ter registrado que o farmac\u00eautico usava equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs) durante as aplica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o ficou demonstrado que isso neutralizaria os riscos do contato com os agentes biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=1002987&amp;digitoTst=44&amp;anoTst=2015&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=02&amp;varaTst=0241&amp;submit=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RR-1002987-44.2015.5.02.0241<\/a>.<\/p>\n<p><em>Fonte:<\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tst.jus.br\/web\/guest\/-\/aplica%C3%A7%C3%A3o-de-inje%C3%A7%C3%B5es-em-farm%C3%A1cia-%C3%A9-considerada-atividade-insalubre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Not\u00edcias do TST<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A exposi\u00e7\u00e3o rotineira a agentes biol\u00f3gicos d\u00e1 direito ao adicional de insalubridade. 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