{"id":2081,"date":"2020-11-18T11:17:52","date_gmt":"2020-11-18T14:17:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/?p=2081"},"modified":"2020-11-18T11:17:52","modified_gmt":"2020-11-18T14:17:52","slug":"decisao-nao-reconhece-vinculo-entre-motoboy-e-empresaria-que-preparava-marmitas-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/2020\/11\/18\/decisao-nao-reconhece-vinculo-entre-motoboy-e-empresaria-que-preparava-marmitas-em-casa\/","title":{"rendered":"DECIS\u00c3O N\u00c3O RECONHECE V\u00cdNCULO ENTRE MOTOBOY E EMPRES\u00c1RIA QUE PREPARAVA MARMITAS EM CASA"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-rounded\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/biblioteca\/2020\/tp\/motoboy%20vinculo%20250x142.png\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho de SC n\u00e3o reconheceu o v\u00ednculo de emprego entre um motoboy e uma empres\u00e1ria que preparava e vendia marmitas de sua pr\u00f3pria casa, na cidade de Florian\u00f3polis (SC). O julgamento, por unanimidade de votos, \u00e9 da 4\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 12\u00aa Regi\u00e3o (TRT-SC).<\/p>\n<p>Em seu depoimento, o entregador contou que trabalhou por dez meses para a empres\u00e1ria, que tamb\u00e9m contratava o servi\u00e7o de outros motoboys. Ele atuava de segunda a s\u00e1bado e fazia cerca de 15 deslocamentos por dia, recebendo um valor fixo (R$ 70 por dia) e uma parcela vari\u00e1vel (R$ 3,50 por entrega). As entregas cessaram no final do ano passado, quando a empres\u00e1ria decidiu encerrar a atividade.<\/p>\n<p>No julgamento de primeiro grau, a 7\u00aa Vara do Trabalho de Florian\u00f3polis reconheceu o v\u00ednculo apontando que, al\u00e9m de receber ordens diretas da empres\u00e1ria, o entregador tinha sua atividade regulada pela pr\u00f3pria din\u00e2mica do neg\u00f3cio, na chamada subordina\u00e7\u00e3o estrutural. Segundo o ju\u00edzo, esse fen\u00f4meno exige uma reinterpreta\u00e7\u00e3o das normas da CLT, concebida originalmente para regular o trabalho nas f\u00e1bricas.<\/p>\n<p><strong>Subordina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Houve pedido de recurso, e a 4\u00aa C\u00e2mara do TRT-SC decidiu reformar a decis\u00e3o de primeiro grau, concluindo pela aus\u00eancia do v\u00ednculo de emprego. Para o colegiado, o fato de o entregador poder escolher os dias em que iria trabalhar e tamb\u00e9m ser substitu\u00eddo por outros motoboys afasta a presun\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o e pessoalidade na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, requisitos fundamentais do v\u00ednculo de emprego (ver quadro).<\/p>\n<p>&#8220;O autor afirmou que optou por n\u00e3o trabalhar aos s\u00e1bados quando caiu o movimento, demonstrando a sua autonomia&#8221;, ressaltou o desembargador Gracio Petrone, relator do recurso. O magistrado tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de o motoboy ter admitido que, mesmo ap\u00f3s conseguir um emprego com carteira assinada, continuou a trabalhar para a empres\u00e1ria por dois meses como freelancer.<\/p>\n<p>Ainda segundo o relator, n\u00e3o haveria qualquer irregularidade na terceiriza\u00e7\u00e3o das entregas, j\u00e1 que a mudan\u00e7a legislativa de 2017 reconheceu a possibilidade de terceiriza\u00e7\u00e3o na atividade-fim das empresas. &#8220;O fato de vender apenas marmitas para entrega, sem consumo no local, n\u00e3o impede a terceiriza\u00e7\u00e3o das atividades de entrega&#8221;, observou.<\/p>\n<p>As partes ainda t\u00eam prazo para apresentar novo pedido de recurso.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/portal.trt12.jus.br\/sites\/default\/files\/inline-images\/Quadro%20v%C3%ADnculo%20de%20emprego.png\" alt=\"Requisitos fundamentais para o v\u00ednculo de emprego\" width=\"796\" height=\"592\" \/><\/p>\n<p><em>Fonte:<\/em> <a href=\"https:\/\/portal.trt12.jus.br\/noticias\/decisao-nao-reconhece-vinculo-entre-motoboy-e-empresaria-que-preparava-marmitas-em-casa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal Regional do Trabalho da 12\u00aa Regi\u00e3o\/SC<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Justi\u00e7a do Trabalho de SC n\u00e3o reconheceu o v\u00ednculo de emprego entre um motoboy e uma empres\u00e1ria que preparava e vendia marmitas de sua pr\u00f3pria casa, na cidade de Florian\u00f3polis (SC). 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