{"id":2018,"date":"2020-10-05T11:59:12","date_gmt":"2020-10-05T14:59:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/?p=2018"},"modified":"2020-10-05T11:59:12","modified_gmt":"2020-10-05T14:59:12","slug":"justica-do-trabalho-confirma-justa-causa-a-trabalhadora-que-apresentou-atestado-falso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dalconcontabilidade.cnt.br\/site\/2020\/10\/05\/justica-do-trabalho-confirma-justa-causa-a-trabalhadora-que-apresentou-atestado-falso\/","title":{"rendered":"JUSTI\u00c7A DO TRABALHO CONFIRMA JUSTA CAUSA \u00c0 TRABALHADORA QUE APRESENTOU ATESTADO FALSO"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-rounded\" src=\"https:\/\/itcnet.com.br\/biblioteca\/2020\/tp\/atestado%20e%20justa%20mantida%20250x142.png\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dispensa por justa causa, aplicada \u00e0 empregada que apresentou atestado m\u00e9dico falso para justificar falta no mercado para o qual trabalhava na regi\u00e3o Sul de Mato Grosso, foi mantida pela Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>Dispensada pelo ato de improbidade, a trabalhadora procurou a justi\u00e7a na tentativa de reverter a puni\u00e7\u00e3o. Entretanto, ao julgar o caso, que tramitou na 3\u00aa Vara do Trabalho de Rondon\u00f3polis, o juiz Daniel Ricardo considerou que a empresa agiu de forma correta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da comprova\u00e7\u00e3o da falsidade do documento, confirmada pelo pr\u00f3prio m\u00e9dico cujo nome foi usado no atestado, a empresa justificou a justa causa tamb\u00e9m pelo comportamento de desleixo da empregada, que reiteradamente chegava atrasada ao trabalho e faltava frequentemente, sem justificativa.<\/p>\n<p>Sobre os atrasos, o juiz destacou os cart\u00f5es de ponto, que comprovaram que a empregada chegava para trabalhar em m\u00e9dia 30 minutos ap\u00f3s o in\u00edcio da jornada, de forma recorrente. Como exemplo, o magistrado apontou os meses de janeiro e fevereiro de 2019 nos quais a trabalhadora chegou atrasada todos os dias, sendo corriqueiro que ela ficasse devendo horas no final do m\u00eas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s faltas injustificadas, o magistrado citou a ocorr\u00eancia delas por cinco vezes no per\u00edodo de fevereiro a junho de 2019, conduta que se repetia mesmo ap\u00f3s a trabalhadora ser advertida formalmente pela empregadora. &#8220;Assim, \u00e9 certo que tal comportamento constitui des\u00eddia no desempenho das fun\u00e7\u00f5es por parte da reclamante, conduta esta pass\u00edvel de demiss\u00e3o por justa causa, conforme preceitua o Art.482, \u2018e\u2019, da CLT&#8221;, assinalou.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, a quebra de confian\u00e7a acarretada pela apresenta\u00e7\u00e3o de atestado m\u00e9dico falso, fato que se enquadra &#8220;como pr\u00e1tica de ato de improbidade, nos termos do Art. 482, \u2018a\u2019, da CLT, e tamb\u00e9m justificam a ruptura do contrato de trabalho por justa causa&#8221;, acrescentou o magistrado.<\/p>\n<p>O juiz salientou, por fim, ter sido observada a proporcionalidade da pena, tanto porque a empregada j\u00e1 havia sido advertida sobre seu comportamento desidioso quanto no caso de ato de improbidade, no qual uma \u00fanica conduta constitui motivo suficiente para romper a confian\u00e7a, tornando invi\u00e1vel a continuidade do v\u00ednculo de emprego.<\/p>\n<p>Outro requisito observado pela empresa ao aplicar a justa causa foi a imediatidade. Isso porque a dispensa ocorreu t\u00e3o logo o empregador tomou conhecimento do documento falso e do registro de boletim de ocorr\u00eancia na pol\u00edcia para abertura de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia de ter seus pedidos indeferidos, a trabalhadora foi condenada a arcar com os honor\u00e1rios dos advogados da empresa, fixados em 1,5 mil reais.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, o juiz registrou o seu posicionamento de que a exig\u00eancia do pagamento dos honor\u00e1rios sucumbenciais deveria ficar suspensa nos dois anos ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, caso perdurasse a situa\u00e7\u00e3o de insufici\u00eancia de recursos que justificou a concess\u00e3o de gratuidade \u00e0 trabalhadora. Mas, por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a jur\u00eddica e disciplina judici\u00e1ria, adotou o posicionamento do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT\/MT) de que \u00e9 poss\u00edvel a reten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos obtidos pela parte autora para tal quita\u00e7\u00e3o, seja no atual ou em outro processo, conforme prev\u00ea o artigo791-A da CLT.<\/p>\n<p>Processo: PJe 0000006-73.2020.5.23.0023.<\/p>\n<p><em>Fonte:<\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.trt23.jus.br\/portal\/noticias\/justi%C3%A7a-do-trabalho-confirma-justa-causa-%C3%A0-trabalhadora-que-apresentou-atestado-falso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o\/MT<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A dispensa por justa causa, aplicada \u00e0 empregada que apresentou atestado m\u00e9dico falso para justificar falta no mercado para o qual trabalhava na regi\u00e3o Sul de Mato Grosso, foi mantida pela Justi\u00e7a do Trabalho. 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